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Repasse

Por que o repasse médico é uma caixa-preta (e o que fazer sobre isso)

/1 min de leitura/Fabio Bomfim

Todo médico que vive de remuneração variável por produção conhece a sensação: o extrato chega, o valor está lá, e não dá pra saber se está certo. Faltou um exame? Um procedimento entrou com o código errado? A tabela aplicada foi a combinada? Na prática, quase ninguém confere — porque conferir, do jeito manual, é inviável.

Este blog existe para mudar isso. Aqui a gente destrincha, em português claro, os mecanismos por trás do repasse: como ele é calculado, onde ele costuma vazar e o que dá pra fazer para recuperar o que é seu.

O problema não é a matemática. É a informação.

O cálculo de um repasse não é complexo. O que torna tudo opaco é a assimetria de informação: o hospital ou a operadora tem todos os dados, e você tem um PDF resumido no fim do mês. Você não está comparando a sua produção com a base real — está confiando nela.

Você não pode auditar aquilo que você não consegue ver.

Enquanto essa distância existir, qualquer erro — proposital ou não — passa despercebido. E erros pequenos, repetidos mês a mês, viram um valor grande no fim do ano.

O que vem por aqui

Nas próximas edições, vamos cobrir:

  • Como ler um demonstrativo de repasse linha a linha
  • Os erros mais comuns na aplicação de tabelas e por que eles se repetem
  • O conceito de produção médica e como transformá-lo em número comparável
  • Casos reais (anonimizados) de divergência e recuperação

Se você vive de produção, assina embaixo: a informação certa, na hora certa, paga por si mesma.

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